sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Questões profissionais, ou não.



Estamos em épocas de eleição. Se você vai votar ou não no Tiririca, pouco importa. Pior do que está, não vai ficar. Seja essa uma verdade ou uma piada.

Além deste contexto mais, literalmente falando, global; outra eleição menos importante para o globo ocorre: a eleição do Conselho Federal de Psicologia.

Nunca tive, e possivelmente nunca terei, uma carteira de psicólogo profissional (apesar de ser formado em psicologia, e ser um apaixonado pela área). Entretanto, devo comentar.

Na ditadura militar, psicólogos eram conhecidos como "psi-tiras". A ditadura acabou, mas a psicologia continua levantando bandeiras. Não acredita? Lembre-se do caso da psicóloga brasileira que oferecia tratamento para homosexualismo, uma profissional que continua atuando como psicóloga com carteira assinada pelo conselho.

Você, como psicólogo, se sente confortável com uma terapia para curar homosexuais? E com relação à práticas "pouco ortodoxas", como florais de bach? Que tipo de medidas você tem a favor ou contra o assunto? Que medidas lhe foram informadas pelo seu conselho profissional? Que garantias este conselho lhe dá de que uma prática terapêutica pode ou não pode ser psicológica? Entendo que existam extremos, mas que controle sobre esses extremos você, como psicólogo, que paga sua anuidade, tem através do seu conselho?

Talvez essas perguntas estejam fora de contexto. É possível, não sou um psicólogo de carteira assinada. Entretanto, vejo todo dia pessoas voltando de consultas com seus psicólogos com seus florais de bach em mãos. Acredito ser a hora adequada para questionar estes pontos, por mais fora de contexto que estejam. Afinal, é dia do psicólogo.

Parabéns aos interessados.

Um comentário:

  1. Esse caso da psicóloga evangélica que cura homossexuais é só um exemplo do que os Conselhos deixam passar. Homossexualidade está na moda, está estampada nas mídias todos os dias, era natural que ganhasse tanta repercussão. Mas e as outras atrocidades? Quantos psicólogos adotam práticas místicas entre quatro paredes... com os clientes? A Psicologia deve ser baseada em dados científicos, ou do que se considera científico pelo menos. Se o psicólogo busca resolver seus problemas pessoais com xamanismos (sinal que não aprendeu nada na faculdade), isso é assunto dele e não deve ser misturado com a profissão. O cliente procura um profissional licenciado achando que tudo o que ele fará é COMPROVADAMENTE eficaz. Usar métodos não comprovados é charlatanismo. E charlatanismo é crime. E crime dá cadeia. Ou não. Estamos no Brasil.

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